O povo Brasileiro é conhecido pela sua alegria e hospitalidade. Dentre os motivos de tamanha alegria nos deparamos com uma que é paixão nacional: futebol.
Dizem que Brasileiro que é brasileiro nasce chutando uma bola. Pois é, essa paixão nacional nos remete à projetos sociais e a inúmeros casos de crianças que deixam de estar fazendo bobagens nas ruas em prol de jogar futebol. A importância é tamanha que, em 2014 o país será sede da copa do mundo. Mas infelizmente estamos nos deparando com duas situações deprimentes. A primeira é a questão das obras que estão mais do que atrasadas e, suspeitas de irregularidades e superfaturamentos. A segunda questão, e pior, em minha concepção, diz respeito a higienização social que vêm sendo feita em nossos estádios.
Os grandes estádios estiveram sempre lotados por causa da população apaixonada pelo futebol e, boa parte dela nos remete ao "povão", aquelas pessoas que mesmo em condições adversas iam aos estádios e lá se enxiam de alegriam e esqueciam seus problemas por 90 minutos. Como não lembrar da famosa e querida "geral" no Maracanã? Um local onde passavam inúmeras "figuras" com suas fantasias e seu bom astral.
O que está acontecendo, não de hoje, é que estão reestruturando e construindo novos estádios com o intuito de deixar esse "povão" de fora e elitizar o espetáculo. A começar pelo "banimento" da querida geral. Ingressos cada vez mais altos, mobilidade cada vez menor e desorganização na venda dos ingressos. Com preços altissimos, como a população que antes fazia um esforço e, no estádio, se inflamava de alegria vai poder frequentar assiduamente seu palco de diversão?
O que estamos presenciando é uma higienização social, para que, cada vez mais tenhamos o "povão" menos presente nos estádios. Isso ficaria a caráter de celebridades, políticos e os poderosos do dinheiro.
Estão roubando a essência e felicidade de ir ao estádio, estão querendo adotar um padrão europeu que não se encaixa aqui, já que cada país possui uma cultura própria, estão querendo mascarar algo que não somos. Os apadrinhados e donos de convites continuarão a ir ao estádio, mas nunca conseguirão substituir a "massa", nunca conseguirão desmistificar a imagem e semelhança do povão com o futebol Brasileiro. Enquanto nosso futebol for comandado por essa entidade que só beneficia a si e seus parceiros, quem sofrerá vão ser os amantes do futebol, as pessoas que muitas vezes deixam de comprar algo pra si e compram um ingresso para presenciar o espetáculo e paixão nacional. Não se iludam com a Copa no Brasil. Vai trazer retorno? Pode ser! Lucro? Acredito que sim! Mas será uma Copa em que nós, amantes do futebol, iremos nos deparar com preços altissimos e, sendo assim, só a "elite" terá condições de comprar.
Não podem mudar a nossa essência e a nossa cultura. Mas nós podemos mudar e expulsar quem está lá dentro querendo obstruir e contaminar a nossa cultura.
Diga não a higienização social nos estádios. Diga não a escolha das classes que devem assistir aos jogos (em sua maioria).
Por: Raniery Medeiros
Um blog totalmente voltado para salientar e relatar as histórias do meu cotidiano sobre todo e qualquer assunto.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
"Eu te amo": um termo banalizado.
Hoje em dia com toda essa tecnologia, conhecemos cada vez mais pessoas. A tendência de quando conhecemos alguém é admirá-la ou até mesmo gostar muito dela. Nos apegamos a quem nos dá carinho, já que está cada vez mais difícil encontrar pessoas que se esforcem e prestem atenção umas com as outras. Mas o que me deixa profundamente cismado é essa mania de "eu te amo". Poxa, antes a gente só falava isso quando realmente amávamos alguém. Mas hoje basta o outro dar um confeito para o outro e já surge: obrigado, te amo.
Como assim?
Já presenciei casos em que uma amiga conheceu a pessoa em um dia e no outro disse que o conhecia 100% e que já o amava. Gente, espere aí. Aonde foi parar o sentimento de vocês? Amar virou um termo banal. Falamos como quem troca de roupa inúmeras vezes. Nas redes sociais as pessoas se apegam e, mesmo nunca encontrando as pessoas pessoalmente, falam: amo você. Poxa, nem se conhecem direito. A banalização está acabando com o sentimento verdadeiro. Escutamos tanto "amo você" que nem sabemos mais quem somos e o que sentimos.
Eu tenho algo em mim que, só digo que amo alguém quando isso realmente acontece. Quando aquela pessoa realmente seria capaz de fazer inúmeras coisas por mim, de sempre estar ao meu lado, de confiar em mim e, de muitas vezes, se sacrificar.
Posso estar sendo radical? Claro! Mas como entender pessoas que dizem "eu amo você" e no dia seguinte mal olha pra você? É isso que vêm acontecendo. O "eu te amo" está sendo trocado por um presente, um favor ou até mesmo uma simples palavra. Outra coisa que vejo: eu mal te conheço, mas te amo.
Poxa, se você mal conhece alguém, como pode amá-la? Será que daqui há 2 ou 3 meses isso será dito novamente? Vejo essas coisas e me enojo das pessoas que perderam a essência do sentimento AMOR.
Esse complexo de internet está fazendo com que cada vez mais a gente ame e cada vez menos conheça, de verdade, as pessoas. Pessoas se apegam e exageram. Mas ainda existem exceções. Claro que existem. E é através dessas pessoas que procuro aprender cada vez mais o sentido, importância e significado de amar alguém.
Ame sem cobrança, sem troca de favores, sem presentes e sem falsidade. Ame porque tal pessoa possui imensa ou determinada importância em sua vida. Ame porque simplesmente tal pessoa faria o que estivesse ao seu alcance por você. Ame de verdade, porque a arte de amar é restrita para poucos e irrestrita para milhares.
Por: Raniery Medeiros
Como assim?
Já presenciei casos em que uma amiga conheceu a pessoa em um dia e no outro disse que o conhecia 100% e que já o amava. Gente, espere aí. Aonde foi parar o sentimento de vocês? Amar virou um termo banal. Falamos como quem troca de roupa inúmeras vezes. Nas redes sociais as pessoas se apegam e, mesmo nunca encontrando as pessoas pessoalmente, falam: amo você. Poxa, nem se conhecem direito. A banalização está acabando com o sentimento verdadeiro. Escutamos tanto "amo você" que nem sabemos mais quem somos e o que sentimos.
Eu tenho algo em mim que, só digo que amo alguém quando isso realmente acontece. Quando aquela pessoa realmente seria capaz de fazer inúmeras coisas por mim, de sempre estar ao meu lado, de confiar em mim e, de muitas vezes, se sacrificar.
Posso estar sendo radical? Claro! Mas como entender pessoas que dizem "eu amo você" e no dia seguinte mal olha pra você? É isso que vêm acontecendo. O "eu te amo" está sendo trocado por um presente, um favor ou até mesmo uma simples palavra. Outra coisa que vejo: eu mal te conheço, mas te amo.
Poxa, se você mal conhece alguém, como pode amá-la? Será que daqui há 2 ou 3 meses isso será dito novamente? Vejo essas coisas e me enojo das pessoas que perderam a essência do sentimento AMOR.
Esse complexo de internet está fazendo com que cada vez mais a gente ame e cada vez menos conheça, de verdade, as pessoas. Pessoas se apegam e exageram. Mas ainda existem exceções. Claro que existem. E é através dessas pessoas que procuro aprender cada vez mais o sentido, importância e significado de amar alguém.
Ame sem cobrança, sem troca de favores, sem presentes e sem falsidade. Ame porque tal pessoa possui imensa ou determinada importância em sua vida. Ame porque simplesmente tal pessoa faria o que estivesse ao seu alcance por você. Ame de verdade, porque a arte de amar é restrita para poucos e irrestrita para milhares.
Por: Raniery Medeiros
domingo, 22 de maio de 2011
Maroon 5, um estilo musical que pega.
A banda Americana Maroon 5 consegue se superar a cada cd. A banda que teve início em Los Angeles se destaca pelo estilo clássico e ousado do seu vocalista (Adam Levine). Depois de músicas como "this love", "she will be loved", "wake up call", "won't go home without you", entre outras, se destacam com músicas diversificadas e estilos próprios, dessa vez o novo cd apresenta músicas mais no estilo "soul" e um rock com mais pegada. Prova disso é o novo single da banda: Hands all over.
A banda ficou conhecida com o hit "this love" já vendeu milhões de discos e a cada dia amadurece ainda mais no quesito versatilidade. A primeira vez que escutei uma música deles foi em 2005 e, me peguei pensando: que som bacana. Bem diferente.
Da balada "this love" até a romântica "she will be loved", o Maroon 5 consegue colocar em suas letras retratos prontificados dos nossos sentimentos e de situações pelas quais muitas pessoas já passaram. Em Janeiro o singles "never gonna leave this bed" fez um tremendo sucesso. Afinal, quando se está com quem se ama, quem quer sair da cama? Quem não quer apenas ficar ali olhando e observando a pessoa amada?
Indico e recomendo essa banda que consegue expressar através de suas músicas inúmeras reflexões positivas à respeito do nosso cotidiano.
Por: Raniery Medeiros
A banda ficou conhecida com o hit "this love" já vendeu milhões de discos e a cada dia amadurece ainda mais no quesito versatilidade. A primeira vez que escutei uma música deles foi em 2005 e, me peguei pensando: que som bacana. Bem diferente.
Da balada "this love" até a romântica "she will be loved", o Maroon 5 consegue colocar em suas letras retratos prontificados dos nossos sentimentos e de situações pelas quais muitas pessoas já passaram. Em Janeiro o singles "never gonna leave this bed" fez um tremendo sucesso. Afinal, quando se está com quem se ama, quem quer sair da cama? Quem não quer apenas ficar ali olhando e observando a pessoa amada?
Indico e recomendo essa banda que consegue expressar através de suas músicas inúmeras reflexões positivas à respeito do nosso cotidiano.
Por: Raniery Medeiros
sábado, 21 de maio de 2011
Ainda há esperança.
Começo minha primeira postagem com um fato bastante relevante:
Dia desses peguei o ônibus, como sempre faço para ir a aula na UFRN. Ao meu lado estava sentado um menino por volta dos seus 13 anos. Pouco tempo depois subiu outro menino que se aproximou desse amigo sentado ao meu lado e começaram a falar sobre literatura. Eu me espantei, claro. Atualmente o cenário é de completa destruição da base familiar e da educação escolar. A gente se depara cada vez mais com crianças que só querem saber de participar de torcida organizada, arrumar brigas e, a maioria falando errado e cometendo erros grotescos contra a nossa gramática. Ou seja, um cenário de total desinteresse pelos estudos.
Os dois meninos chamaram a minha atenção quando estavam debatendo o livro "o menino do pijama listrado". Muitas pessoas nem ao menos gostam de ler, quem dera buscar uma excelente literatura. Fiquei tão feliz com aquela situação inusitada que me permiti perguntar: quantos anos vocês tem? Ambos responderam: 12 anos.
Começamos a conversar e surgiu um bom papo. Quem diria que crianças de 12 anos me porporcionariam isso. Antes de descer um deles me disse: vou começar a ler Hamlet. Você gosta? Nossa, aquilo foi sensacional. Senti como se ainda existisse esperança para essa juventude perdida de hoje. Adoraria ver mais exemplos como o desses dois meninos em meu cotidiano. Sei que é algo raro, mas quem sabe, um dia se torne frequente.
Por: Raniery Medeiros
Dia desses peguei o ônibus, como sempre faço para ir a aula na UFRN. Ao meu lado estava sentado um menino por volta dos seus 13 anos. Pouco tempo depois subiu outro menino que se aproximou desse amigo sentado ao meu lado e começaram a falar sobre literatura. Eu me espantei, claro. Atualmente o cenário é de completa destruição da base familiar e da educação escolar. A gente se depara cada vez mais com crianças que só querem saber de participar de torcida organizada, arrumar brigas e, a maioria falando errado e cometendo erros grotescos contra a nossa gramática. Ou seja, um cenário de total desinteresse pelos estudos.
Os dois meninos chamaram a minha atenção quando estavam debatendo o livro "o menino do pijama listrado". Muitas pessoas nem ao menos gostam de ler, quem dera buscar uma excelente literatura. Fiquei tão feliz com aquela situação inusitada que me permiti perguntar: quantos anos vocês tem? Ambos responderam: 12 anos.
Começamos a conversar e surgiu um bom papo. Quem diria que crianças de 12 anos me porporcionariam isso. Antes de descer um deles me disse: vou começar a ler Hamlet. Você gosta? Nossa, aquilo foi sensacional. Senti como se ainda existisse esperança para essa juventude perdida de hoje. Adoraria ver mais exemplos como o desses dois meninos em meu cotidiano. Sei que é algo raro, mas quem sabe, um dia se torne frequente.
Por: Raniery Medeiros
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